No cenário musical contemporâneo, onde a rapidez muitas vezes atropela a sensibilidade, a artista Vanessa surge como um respiro de sofisticação e entrega. Com uma estética sonora que transita com naturalidade entre o Jazz, o Soul e o Blues, ela não apenas interpreta canções; ela convida o ouvinte a entrar em sua própria sala de estar, revelando uma vulnerabilidade que é, ao mesmo tempo, sua maior força.
Um Mosaico de Referências
A identidade musical de Vanessa não nasceu por acaso. É fruto de um “contato apaixonante” com gigantes que moldaram a história da música mundial.

Em conversa exclusiva, a artista relembrou os nomes que compõem sua fundação artística. De um lado, a precisão e o balanço de Stevie Wonder, Marvin Gaye e Donny Hathaway; do outro, a imponência vocal de Frank Sinatra, Tony Bennett e Michael Bublé.
No entanto, é no poder feminino que sua voz encontra raízes profundas. Nomes como Dinah Washington, Etta James, Nina Simone e Aretha Franklin são citados por ela não apenas como ídolos, mas como as bases de sua formação emocional e técnica.
Uncovered Sessions: A Música em seu Estado Cru
Recentemente, o projeto Uncovered Sessions mostrou ao público uma faceta mais íntima de Vanessa. Após lançar trabalhos autorais, a artista sentiu a necessidade de compartilhar suas inspirações através de standards da música internacional.
“Eu aprendi nesse processo que cada música carrega consigo uma dificuldade; outras fluem mais, outras menos.
Você tem que respirar e deixar o processo acontecer no tempo de cada uma”, reflete a cantora sobre o aprendizado de respeitar o ritmo individual da arte.
Para Vanessa, o objetivo central é transbordar paixão. Suas interpretações são janelas para sua alma e sua história, transformando notas musicais em sentimentos tangíveis.
Vulnerabilidade como Arte
A canção “Hopefully You Hear Me” é um exemplo claro dessa entrega.

A faixa nasceu de uma emoção espontânea e condensada, uma experiência pessoal que precisou ser traduzida em palavras com cuidado e paciência. Essa busca pela verdade também é alimentada por suas vivências fora dos palcos: as memórias, os obstáculos superados e, claro, as experiências ligadas ao coração.
Além da vida pessoal, Vanessa revela-se uma observadora atenta. Sua visão de mundo e das pessoas ao redor serve como matéria-prima para suas composições, conferindo ao seu trabalho uma autenticidade que o público sente de imediato.
O Espaço no Cenário Brasileiro
Embora o Jazz e o Soul nem sempre ocupem o topo das paradas comerciais brasileiras, Vanessa acredita em um movimento de simbiose natural. Para ela, a música que toca o coração não conhece barreiras de gênero ou mercado.
“Acredito que o que você coloca de emoção e interpretação na música, independente do gênero, se tiver a capacidade de tocar, ela vai mover as pessoas”, afirma. Com um nicho fiel e uma identidade consolidada, Vanessa se estabelece como um dos nomes mais promissores para quem busca uma música que vai além do entretenimento — uma música que é, essencialmente, vida transformada em som.

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