A escalada da guerra no Oriente Médio já tem reflexos diretos na economia global. O preço do petróleo disparou e atingiu o maior nível em quase quatro anos.

A alta é puxada pela tensão entre Estados Unidos e Irã e também pela saída dos Emirados Árabes Unidos de um dos principais grupos que controlam a produção mundial.
Com o risco de interrupção no fornecimento, o mercado reage com preocupação e aumenta a pressão sobre combustíveis e inflação em vários países.
Nos Estados Unidos, o impacto também aparece nas contas públicas. Segundo o Pentágono, a guerra já custou cerca de 25 bilhões de dólares. O valor inclui principalmente gastos com armamentos, operações militares e reposição de equipamentos. O governo defende ampliar ainda mais o orçamento militar.
Dentro do Irã, a situação é cada vez mais grave. A ONU afirma que pelo menos 21 pessoas foram executadas e mais de 4 mil presas desde o início da guerra. Há denúncias de tortura, desaparecimentos, confissões forçadas e julgamentos sem garantias legais.
E no centro da disputa está uma das rotas mais estratégicas do planeta. O Irã afirmou que só vai reabrir totalmente o Estreito de Ormuz depois do fim definitivo da guerra.
Por ali passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. Qualquer restrição aumenta o risco de desabastecimento e amplia os efeitos do conflito na economia global.
*Com informações da Reuters.

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