quarta-feira , 29 abril 2026
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Brasil vai apresentar taxação dos super-ricos em cúpula do G20


Uma medida para combater as desigualdades sociais no mundo, que o Brasil pretende apresentar na reunião de cúpula do G20, é a taxação dos super-ricos. 

Considerada a principal proposta do país durante a presidência no grupo, o objetivo é também conseguir recursos para enfrentar a emergência climática. 

Os chefes de Estado e de Governo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana vão debater a questão na reunião da cúpula do G20, que ocorre nos dias 18 e 19 de novembro, no Rio de Janeiro.

A proposta foi apresentada pelo Brasil em fevereiro, durante a reunião dos ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais do G20, em São Paulo. 

Impacto econômico

A presidência brasileira no G20 defende um imposto mínimo de 2% sobre a renda dos bilionários do mundo. A estimativa é que essa taxa arrecadaria entre US$ 200 e 250 bilhões por ano e afetaria apenas 3 mil pessoas em todo o mundo. O cálculo é do economista francês Gabriel Zucman, um dos autores da proposta. 

Outro estudo, de uma confederação internacional de organizações que atua contra a fome e a pobreza, a Oxfam, aponta que, em todo o planeta, os impostos sobre a riqueza arrecadam quatro vezes menos do que as taxas sobre o consumo. Isso mostra o peso dos tributos sobre as pessoas mais pobres, que gastam tudo em consumo de bens e serviços básicos e não acumulam nenhuma riqueza. 

No Brasil, um estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da USP, a Universidade de São Paulo, mostrou que o imposto mínimo de 2% sobre a renda dos 0,2% mais ricos do país arrecadaria mais de R$ 40 bilhões por ano. O valor equivale, por exemplo, a três vezes o orçamento de 2024 do Ministério da Ciência e Tecnologia e dez vezes o do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas. 

Adesão à proposta

Entre os países que apoiam a taxação dos super-ricos estão França, Espanha, Colômbia, Bélgica e África do Sul, que vai assumir a presidência rotativa do bloco depois do Brasil. A União Africana também já manifestou apoio à iniciativa. 

Por outro lado, a ideia enfrenta a resistência de países desenvolvidos como os Estados Unidos e a Alemanha. 

A proposta do imposto sobre as grandes fortunas no mundo também será tema de discussão no G20 Social, que ocorre antes da reunião de Cúpula, entre os dias 14 e 16 de novembro, também no Rio de Janeiro. 

*Com informações da Agência Brasil




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