quinta-feira , 16 abril 2026
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Menopausa no verão e cuidados no carnaval: como curtir a folia respeitando o próprio corpo

Por Dr. André Vinícius Florentino O verão já é, por si só, um desafio para o organismo feminino. Quando ele se encontra com o Carnaval: calor intenso, noites mal dormidas, maior consumo de álcool e longos períodos em pé, a mulher na menopausa pode sentir os efeitos de forma ainda mais intensa. O verão já é, por si só, um desafio para o organismo feminino. Quando ele se encontra com o Carnaval: calor intenso, noites mal dormidas, maior consumo de álcool e longos períodos em pé, a mulher na menopausa pode sentir os efeitos de forma ainda mais intensa.   Isso não significa abrir mão da folia. Significa entender o próprio corpo e fazer escolhas estratégicas para atravessar esse período com bem-estar. Calor e fogachos : quando o verão potencializa os sintomas A menopausa é marcada pela queda do estrogênio, hormônio que também participa da regulação da temperatura corporal. Por isso, os famosos fogachos (ondas de calor) se tornam mais frequentes. No verão, essa sensação pode se intensificar. Ambientes quentes, consumo de álcool e privação de sono aumentam a vasodilatação e favorecem os episódios de calor súbito, sudorese excessiva e palpitações. Algumas estratégias simples ajudam: * Preferir roupas leves e respiráveis. * Manter hidratação constante (mesmo sem sede). * Evitar excesso de álcool e bebidas muito açucaradas. * Fazer pausas em locais ventilados ou climatizados. Sono: o primeiro a sofrer (e o que mais impacta) A menopausa já pode comprometer a qualidade do sono devido às alterações hormonais. No Carnaval, noites curtas e irregulares aumentam ainda mais o impacto. Dormir mal eleva o cortisol, piora a resistência à insulina, aumenta o inchaço e intensifica oscilações de humor, sintomas que muitas mulheres já percebem nessa fase. Mesmo durante a folia, vale tentar: * Garantir ao menos 6 horas de sono. * Evitar álcool próximo ao horário de dormir. * Manter o quarto escuro e fresco. Pequenos ajustes evitam grandes desgastes. Metabolismo mais lento exige mais estratégia Com a redução do estrogênio, há tendência maior ao acúmulo de gordura abdominal e à perda de massa muscular. No verão e no Carnaval, pular refeições ou viver de petiscos ultraprocessados cria um ambiente ainda mais inflamatório. O ideal é priorizar: * Proteínas magras (ovos, frango, peixe). * Fibras (frutas, legumes, verduras). * Carboidratos complexos. * Água, água de coco e bebidas não alcoólicas. Jejum prolongado + álcool é uma combinação que favorece hipoglicemia, tontura e mal-estar. Saúde íntima na menopausa merece atenção redobrada A queda do estrogênio também reduz a lubrificação vaginal e altera o pH local, aumentando o risco de infecções e desconforto. Calor, suor, roupas apertadas e umidade prolongada podem facilitar candidíase e infecções urinárias. Cuidados essenciais: * Evitar permanecer com roupas molhadas. * Preferir tecidos leves e algodão. * Não realizar duchas vaginais. * Buscar avaliação médica diante de ardor, dor ou corrimento. Desconforto não é “normal da idade”, é sinal de que algo precisa ser avaliado. Álcool e menopausa: impacto mais intenso O corpo feminino já metaboliza o álcool de forma diferente. Na menopausa, a tolerância pode ser ainda menor. O álcool pode: * Intensificar fogachos. * Piorar a qualidade do sono. * Aumentar retenção de líquidos. * Agravar alterações de humor. A regra prática continua válida: para cada dose alcoólica, um copo grande de água. Carnaval também é autocuidado A menopausa não é uma fase de limitação, mas de adaptação. O corpo muda, e respeitar essas mudanças é sinal de inteligência, não de restrição. Planejamento, hidratação, alimentação equilibrada e descanso estratégico permitem que a mulher aproveite o verão e o Carnaval com energia e segurança. Porque cuidar da saúde não diminui a diversão, amplia a liberdade de viver bem cada fase da vida. Dr. André Vinícius é médico ginecologista, especialista em menopausa, endometriose, terapia hormonal e saúde da mulher 40+. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande (PB), com residência em Ginecologia e Obstetrícia no IAMSPE (SP) e especialização em Endoscopia Ginecológica, também possui pós-graduação em Nutrologia e fisiologia hormonal. Professor universitário e palestrante internacional, já impactou mais de 30 mil alunos. É autor do livro Menopausa Sem Mistérios e criador do aplicativo Raquel Menopausa, sendo referência nacional no cuidado integral da mulher no climatério. Foi o único médico estrangeiro convidado a ministrar aulas sobre menopausa na Faculdade de Medicina de Harvard.

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