Decolou, do Chile, o primeiro voo com imigrantes deportados, uma das promessas de campanha do novo presidente chileno José Kast.

A aeronave partiu nesta quinta-feira (16) da Segunda Brigada Aérea da Força Aérea Chilena, em Santiago, com 40 estrangeiros expulsos por razões administrativas ou por decisão judicial.
De acordo com o Subsecretário do Interior do Chile, Máximo Pavez, a operação facilita a saída de imigrantes em situação irregular, que possuam antecedentes criminais, e também estabelece uma política rigorosa de controle de fronteiras.
“Vamos intensificar a saída de voos de expulsão. Vamos reforçar o controle migratório com a polícia de investigações. Estamos trabalhando com o plano escudo fronteiriço para impedir a entrada de novos estrangeiros ilegais em nosso país pelo norte. E, claro, vamos facilitar a saída voluntária de pessoas que entraram em nosso país de forma irregular.”
A nova política permanente de controle migratório anunciada vale para operações aéreas e terrestres.
Durante o primeiro mês de governo de José Kast, 156 pessoas foram expulsas do país, um aumento de 33% em comparação com o mesmo período de 2022.
Entre 11 de março e 11 de abril, foram registados 2.100 casos de entradas clandestinas, o que representa cerca de um terço dos imigrantes sem documentação nesse período.
Também no mês passado, o Chile assinou um decreto para montar “barreiras físicas” na fronteira norte do país.
O Chile tem cerca de 20 milhões de habitantes, dos quais mais de 1,5 milhão são imigrantes.

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